domingo, 8 de maio de 2011

Gorda e Mãe

Sugeriram um post inspirado no Dia das Mães. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a cena da minha mais nova, de quase dois anos, apertando minhas bochechas e carinhosamente de chamando de “godiiinha”. A coisa mais linda! Depois lembrei que a minha mais velha com uns 4 anos me perguntou... “Mamãe? Quando você emagrecer vai dirigir?” Já emagreci, já engordei novamente e até hoje não dirijo... rs...

Essas são lembranças que ninguém vai me tirar, as terei para o resto da minha vida, sei que não as esquecerei porque tocaram o coração da mãe besta aqui. As duas foram precoces e fizeram associações ao meu peso. Peso que sempre oscilou, mas não tanto quanto na primeira gravidez, que quando contabilizei 30 quilos a mais parei de contar. Antes da gravidez estava tomando formula para emagrecer, tinha emagrecido uns vinte quilos e parei de tomar as formulas quando descobri a gravidez. No mesmo dia, morrendo de medo do bebe ter alguma seqüela, parei o remédio, mas o medo perdurou até eu ver a bebe nascida saudável. Durante toda a gravidez esse fantasma dos remédios me perseguiu. Não me perdoaria se tivesse prejudicado uma criança com substancias para emagrecer. Apos esta gravidez recorri novamente aos remédios para alcançar o peso ideal, que não durou muito tempo.

A segunda gravidez tem uma história totalmente diferente. Eu estava no auge da minha “gordisse” e queria engravidar. Fui à endocrinologistas para alcançar ajuda médica, preparar o meu corpo para gerar uma criança. A primeira coisa que ouvi de um endocrinologista GORDO, vale ressaltar, foi a de que se eu não emagrecesse meu marido não ia querer fazer esse filho em mim. Sai de lá muito p... Procurei então uma ginecologista e falei dos meus planos, ela me aterrorizou. Disse que gorda daquele jeito eu teria complicações na gestação, mandou eu emagrecer e só retornar a ela quando eu me cuidasse.  Como se uma gorda fosse descuidada. Mais p... eu fiquei. Interessante contar que esta médica fez uma ultrassonografia em mim, não viu nada e me mandou tomar a vacina da rubéola. Entretanto, minha bebe linda já estava lá. Essa gravidez foi super tranqüila, eu me alimentava saudávelmente, levava frutas para o trabalho, como ainda levo, e me sentia bem, queria trabalhar até o ultimo dia da gravidez.


Minhas gestações foram totalmente diferentes, em uma eu comecei magra e engordei 30 kilos e na outra eu já estava gorda e só adquiri os 8 kg “da barriga”. Muitas mulheres usam a desculpa da gravidez da se desleixar, eu fiz mais ou menos isso na gravidez de Bia. Não me preocupei comigo, nem com minha saúde, muito menos com uma possível complicação na gravidez e no risco que isso colocaria na minha vida e na da bebe. Na gravidez de Nikki eu me cuidei e decidi que seria uma grávida vaidosa, como não fui na de Bia. Tenho que confessar... na primeira gravidez eu só comprei 3 roupas de gestante. Usava a desculpa de que tinha que comprar o enxoval para não comprar nada para mim já que a gravidez era transitória. Na ultima gravidez eu decidi que seria uma grávida linda e fui. Mesmo GRÁVIDA... VAIDOSA.


Feliz Dia das Mães!

domingo, 24 de abril de 2011

Estilo e Tendência

Camila Cura
Moda, quando eu era menina, era uma questão de Bom Gosto e este estava quase atrelado ao mais caro. De lá até os dias de hoje muita coisa mudou. Leigamente falando... rs... Moda virou uma questão de ESTILO e TENDÊNCIA. Isso inclui a moda plus size? Quem dita a moda nos dias de hoje?

 Não podemos ignorar a força que as redes sociais exercem hoje no mundo fashionista. Tivemos na semana passada o episodio da Arezzo para ratificar esta teoria. Entre essas forças de opinião estão inclusos os blogs. Muitas são as meninas blogueiras que vêem influenciando as marcas e transformando o que são lançados, pelos profissionais, como tendências. Elas trazem para a realidade o que é sugerido nas passarelas. Não ficamos mais à mercê do que será lançado, antes disso elas já dizem o que vai pegar. Mas, uma coisa importante é o estilo que cada blogueira e o seu blog seguem.

Há um blog especial, aqui no Brasil, que eu vi surgir e ser inspiração para muitos outros. O Hoje Vou Assim é exemplo para uma convergência entre as blogueiras, a de mostrar seus looks diários.  Muitas blogueiras Plus Size seguem este ritmo nos seus blogs, gosto especialmente do Fofashion, de Camila Cura, e do Hoje Vou Assim Plus Size, de Juliana Ricci. O mais legal é que as meninas gordinhas montam suas produções com o que encontram no mercado e sem preconceito. Isso inclui muitas peças de lojas de departamento. Sim! Elas, as lojas, agradecem! Outro dia a Camila postou um look com um casaquinho animal print da Marisa, foi um sucesso. Se você for no ultimo post da Camila vai ter alguém perguntando onde achar. Isso é um gancho para mostrar como existem consumidoras plus size havidas por novidades.
Kylanita

Esta tendência não é exclusivamente nacional, existem blogs franceses, americanos e de outras nacionalidades que seguem esta mesma linha. Vale ressaltar que entre essas blogueiras há gordinhas lindas e vaidosas, lançando tendências e quebrando preconceitos. São exemplos a Kylanita do http://kylanita.canalblog.com/, a Sakina do http://saksinthecity.blogspot.com/  e a Sthephanie Zwicky do http://www.leblogdebigbeauty.com/ . Alguém ainda tem duvida da influencia que os blogs tem nas nossas vidas? Na minha tem! Essa meninas me dizem: “Vamos! Coragem! Se vista com o que se sente bem! Sai de casa com as pernocas de fora! O braço gordinho também quer sair!” Vamos? Saia do casulo!

 
Voltei aqui por ter ficado com a consciencia pesada por não indicar os blogs de duas meninas lindas:
Se me der vontade de indicar mais eu volto. ok? Beijo

domingo, 10 de abril de 2011

Gorda, Vaidosa e Linda

Sexta feira me reuni com umas amigas lindas, não são amigas de um passado remoto, são pessoas que conheci há pouco tempo, mas que desde o inicio senti uma energia boa e as quero como amigas. Simples assim. Está aí uma coisa que acredito... em ENERGIA. Neste dia conversamos de tudo, principalmente de experiências das nossas vidas, me sinto “fiote” diante de duas delas, que viajam um bocado e tem uma bagagem cultural imensa. Amo isso... cultura. Não pense que minha vaidade é fútil. Minha vaidade tem um por que e não está no sentido literal. Quero ajudar outras mulheres, que como eu, já se fantasiaram para agradar o mundo. Você não tem que se moldar ao que acha que vai agradar. Você tem que ser o que você é! Não adianta ser magra e gostosa se for... arg!... como posso dizer... NOCIVA à você e ao mundo.

Uma coisa eu sempre tive... personalidade. Quem me conhece, de verdade, sabe que sou autentica, mas algumas vezes tive recaídas e me rendi à vontade de me mostrar “normal”. Isso por não querer olhares atravessados do tipo “olha que rosto lindo, pena que é gorda”, “ela é gorda não poderia estar usando essa roupa”, “quem essa gorda pensa que é com esse decote?”, “já vai a gorda novamente para a mesa dos doces”. Não me incomodo mais com isso. Quando tenho tais pensamentos os afasto lembrando que as pessoas que me amam não me amam mais ou menos proporcionalmente à balança. Me amam por quem eu sou. Me amam pela personalidade que eu construí influenciada pela minha família, pela minha educação, pelos meus amigos, pela minhas escolhas.

Uma coisa que eu escolhi, há um bom tempo, foi a de que minhas escolhas são feitas para a minha felicidade, antes de qualquer coisa. Antes de pensar em qualquer pessoa eu penso em mim. Sem pesar a consciência. Amo muito todos que me cercam, mas se eu não me amar e decidir minha vida por mim, no futuro serei amargurada, infeliz. Por isso decidi me amar. Sem clichês somente agindo a meu favor. Quando não quero fazer uma coisa, não faço e pronto. Quando quero é por mim. Emagreço por mim. Namoro por mim. Separo por mim. Sou sexy por mim. Tenho filhos por mim... rs... Seguindo este pensamento, quem não me entende, me crucifica principalmente porque sou mãe. Tenho que me anular por uma filha? Nunca! Dou amor, educação, carinho, sou rígida, mas não vivo por elas. A vida é minha, elas têm as delas. Serão felizes se decidirem ser. As vidas delas influenciam a minha, mas não determina. E assim espero construir pessoas felizes, que saberão escolher seus caminhos. Quem as conhece não tem duvida disso.

Por isso tudo isso que eu digo que me amo. Não é da boca pra fora, ou por peninha de mim. Ninguém me ama então tenho que me amar? Não é assim! Eu me amo porque estou no mundo tomando decisões para isso, para mim. Para viver feliz. E daí vem a minha luz, a minha energia. E é essa energia que eu quero emanar para que contagie você, que quer ser vaidosa e linda. Se olhe no espelho! Saiba quem você é!

domingo, 3 de abril de 2011

Gordinhas amam Sapatos


Thanran! Um post sobre uma das minhas paixões de estimulo à vaidade... rs... SAPATOS! Se alguém não sabe, nós gordinhas amamos sapatos mais que qualquer outra mulher. Ora! Por quê? É a peça do nosso armário que não nos damos ao luxo de perder a cada gordurinha a mais ou a menos. Por isso veneramos esse acessório obrigatório com os quais podemos dar um up no visual. E a minha relação com os sapatos foi construída juntamente com a minha personalidade de gordinha.

A escola me limitava aos tênis e assim estava satisfeita até ir às ruas para o cursinho. Comecei usando tamancos, lembravam os Clogs de hoje, eram mais baixos, não tinham saltos tão altos, eram razoavelmente confortáveis, mas como os de hoje nada fáceis de ter equilibrar devido ao solado de madeira. Foram uns cinco, todos diferentes e arrojados, para isso, tive que buscar marcas menos convencionais como a Yes Brasil e a Cantão. Tive ainda dois da Arezzo que eram xodós e racionava para não gastá-los. Ô erro! Assim que os dei, novinhos, a moda voltou. Quase morri! E não aderi à eles novamente por protesto... rs...

Como disse antes, sempre gostei de seguir minha intuição e apesar de usar o que estava “na moda” procurava algo diferente. Foi assim que descobri uns sapatos lindos que estavam sendo vendidos numa loja descolada no Shopping Iguatemi. Quem adivinha? A Schutz entrou no meu coração através de um tamaquinho anabela. Desde este dia acompanho o crescimento de Alexandre Birman que na época era o filho do dono da Arezzo e hoje tem, alem da Schutz uma marca que leva seu nome. Me orgulho!

E assim como boas marcas entraram no meu coração gordo os scarpins entraram. Voltando aos dias dos tênis todos os dias uma certa vez declarei que achava scarpin muito perua e jamais usaria aquilo. “Nunca diga jamais”... hahahahaha... Achei que mudaria o mundo fazendo a faculdade de direito. O que aconteceu foi que eu mudei muito e ainda lá, na Universidade, comecei o gostinho pela coisa... rs... Minha primeira paixão foi a Melissa Scarfun High, criada por Herchcovitch, um tapa de modernidade ao Scarpin tradicional, dando-lhe salto anabela. Nossa! Como machucava meu pé. Outra tentativa foi um imitando All Star, da Sugar, isso em 2004 quando era novidade e chamava atenção por onde eu passava. Até que conheci a Luiza Barcelos procurando um sapatinho preto para trabalhar. Comprei O Scarpin com Sr. Salto que nunca mais abandonei.

Os amo! Me deixam mais alta, altiva, elegante e confiante. Tento ajustar o uso de cada estilo ao meu favor, mas para isso terei um outro post e ainda falarei muito deles por aqui. Mas posso adiantar uma coisa... em 2011 comprarei botas e de canos altos. Será? Gordinha ousada viu?

não resisto às fotos do adipositivity


domingo, 27 de março de 2011

O Limite da Vaidade


Até onde a vaidade é saudável? Assim como desleixo compromete a saúde de alguns, não saber o limite da vaidade acomete a saúde de outros. Nesta semana recebi um e-mail irônico onde falava que existem mulheres sem celulites e trazia mulheres halterofilistas para ilustrar. Até pensei em reenviar o e-mail a todos, mas não o fiz. Fiquei pensando, será que essas mulheres se sentem femininas sem um pingo de gordura? Aos nossos olhos a grande diferença da constituição física da mulher e do homem não é justamente a gordura? O homem tem músculo e a mulher curvas... os dois cérebro... rs... ou não. Sem devaneios... fiquei curiosa para saber se uma mulher que não tem um pingo de gordura para diferenciá-la do sexo masculino se sente tão mulher quanto nós.

Nós gordinhas? Não. Estou me referindo às normais. Normais? Sim! Normais psicologicamente falando, porque o que não falta por ai são mulheres consideradas fisicamente normais que não se sentem bonitas e desenvolvem diversas doenças, algumas delas são: Anorexia, Bulimia, TDC - Transtorno Disfórmico Corporal. Pois é, li sobre Transtorno Disfórmico Corporal, ao ver também o post sobre uma coreana, Hang Mioku, que achava que seu sucesso como cantora não chegava porque não era bonita suficiente. Ela fez de uma característica do seu rosto o bode expiratório e começou injetando silicone no rosto para consertar o que achava ser o problema. Chegou a injetar óleo de cozinha, quando a doença já estava instalada, o que acabou por deformar o próprio rosto.  Fiquei chocada com as imagens. Ela era linda!



Pra quem acha que nunca tinha ouvido falar nessa doença resta o engano. Todos nós vimos a transformação de Michael Jackson, chegávamos até a dizer que era doença, só podia ser e era mesmo.  Assim como na anorexia que a pessoa não consegue ver sua imagem real, com a dismorfofobia, o outro nome do TDC, acontece o mesmo, e recorrem insistentemente à dermatologista e cirurgiões. Essas pessoas têm uma relação exagerada com aspectos dos seus corpos que consideram feios.

 A construção da nossa imagem tem diversas influências, entre elas: os meios de comunicação, os valores que nos cercam e a cultura na qual estamos inseridos. Essas influências também acontecem com a relação que desenvolvemos com a nossa própria imagem, com o nosso corpo, temos influencias para nos aceitar ou não como somos. Como seres humanos nos inserimos em certos grupos de acordo com a imagem, mas não podemos transformar isso em algo doentio. Não estamos neste mundo para viver correndo atrás da beleza exterior de forma doentia. Quero sim me cuidar, me amar e acho louvável todos àqueles que assim fazem, mas sem beirar o insano.  Quero me aceitar como sou e cuidar do que tenho inclusive do cérebro.
Imagem do site adiposivity.com

domingo, 20 de março de 2011

Um Designer e a Autoestima de Uma Mulher

Vocês viram que coisa linda ficou meu Blog? Meu namoradinho que fez... rs... O chamo assim, mas na verdade estamos juntinhos, sob o mesmo teto, vai fazer 4 anos. Poucas pessoas me conhecem como ele. Sabem quanto sou exigente comigo, como odeio errar, como quero fazer tudo direitinho e não admito meus erros. Sendo assim comigo, acabo sendo com quem me cerca também, ou seja, sou uma chata... hahahahaha... Mas ele super topou fazer o layout do meu site. Assim como faz tudo o que peço com jeitinho... rs... O design do Kit Berço da bblinda, a decoração e personalização do Batizado/ Aniversário dela, meus cartões de visita, os convites de Aniversário da mais velha... tudo.

Enfim, ele é o meu designer preferido e sou super vaidosa com o trabalho dele. Sempre fui. Mesmo quando o conheci e não sabia direito o que um designer fazia. Ele não dizia onde trabalhava! Na época ele era empregado da produtora de uma banda de axé daqui de SSA e não me dizia. Devia ter medo que eu fosse fã e me aproveitasse dele para conseguir autógrafos... hahahahaha... Na verdade ele nunca se promoveu usando o nome dessa banda, divulgava os trabalhos, suas artes, mas nunca usava o nome da banda para se promover. Sempre admirei isso nele.

O fato é que ele me conheceu gordinha, com os cabelos um pouco mais lisos, mas já gordinha. Eu estava saindo de uma fase de magreza que não cabia em mim. Cheguei a 63 kg com reeducação alimentar em 2004. Sabe aquela reeducação que você restringe um monte de coisas gostosas? Pois foi essa. Contavas pontos neuroticamente e comia tudo light. Era a morte comer uma fatia de torta no final de semana, tinha que me contentar com uma garfada. Quando nós nos encontramos eu já não restringia tanto, já pesava 89kg, vestia 46/48 e estava em crise me achando obesa. Ele me fez ver que eu era gostosa. Ui! Ele falava isso e eu morria de vergonha. Mas ele achava mesmo, vivia criticando as magrinhas. Era o gosto do menino, fazer o que? Tive sorte. Eu merecia!

Foi através dele que conheci a blogosfera GG. O primeiro blog que ele me apresentou foi o Gordinhas Maravilhosas, daí um mundo se abriu pra mim. Como não estava feliz com o meu corpo logo encontrei o outro lado da moeda, blogs de meninas que se apoiavam para fazer dietas, dietas sim porque reeducação alimentar também é dieta, e daquelas milhares que contavam sua experiência com a cirurgia bariátrica. Ensaiei fazer um blog nessa época, para me ajudar a emagrecer, mas não era o que eu queria. Não adiantaria, eu tinha era que ligar o botãozinho da autoestima. E com o tempo, com meu amadurecimento e principalmente e com o apoio dele fui me aceitando cada dia mais, como eu era. Uma gordinha linda, vaidosa e com personalidade forte. Ele pode confirmar... rs... sente na pele.

Posso afirmar com toda certeza uma coisa, temos nossas diferenças, como todo casal, temos nossos “arranca rabos” mas, o homem que tenho ao meu lado nunca me depreciou. Alguém tem duvida que o amo? Eu não tenho.

domingo, 13 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher - escrito em 2006


Todos me conhecem bem e sabe o quanto "defendo" a luta das mulheres pela sua felicidade.
Foi por ouvir ontem algumas piadas em relação ao Dia Internacional da Mulher que resolvi lembrar-lhes da importância deste dia.
Este dia não é Internacional à toa. Até entendo que alguns ignorem as atrocidades que ainda acontecem no mundo à estas que são referidas como sexo frágil.
Mas não admito que pessoas de "nível elevado" esqueçam que apesar de lutarmos por igualdades sociais, sociais, e não anatômicas porque isso sabemos que é geneticamente impossível, nos países mulçumanos as mulheres ainda lutam por um casamento de livre escolha, sofrem abusos sexuais e são violentadas sob o beneplácito das leis e são assassinadas quando é da vontade dos homens da sua família.
Não esqueçamos que em países da África as mulheres são obrigadas a aceitar a poligamia, mesmo quando não a querem, ou pior, sofrem com a mutilação dos seus corpos, lhe são arrancados os clitóris e em algumas tribos muito mais.
Na China, são abortadas ou assassinadas as meninas simplesmente porque são os homens que dão continuidade à família. Essa teoria já esta inclusive caindo por terra, uma vez que na maioria das vezes quem educa e passa os princípios para as crianças são as mulheres, acabam todos levando o nome do pai, mas ao redor das mães.
No Japão, ainda hoje,existem mulheres que tem que andar um passo atras do marido em sinal de respeito.
Todas essas culturas que foram citadas são diferentes da nossa. Mas na cultura ocidental, apesar de já termos conquistado muito, ainda temos exemplos de machismos e paternalismos. É notório a todos que dos nossos políticos poucas são as mulheres. Dessas mulheres uma parte só foi eleita por marketing corporal e não pelo seu trabalho intelectual. O que é pior, mulheres que preferem exaltar o seu intelecto sofrem preconceitos pela sua aparência física.
Ah! A aparência física! Como exigem de nós mulheres isso. Dão-nos padrões a cada década, no mínimo. Anorexica como Twiggy, musculosa como Madona, elegantes e passareláveis como Gisele. Como nos exigirão para a próxima década? Plastificada como Demi Moore? Não nos dão mais o direito de envelhecer.
Muitas vezes sou radical, chego a falar coisas que assustam, mas é como numa luta sindical, pede-se muito para haver negociação. Pena que nem sempre saem ganhando os dois lados. Por isso entendo o desespero dos homens a cada conquista das mulheres. Mas muitas foram as conquistas deles. Poder chorar , acariciar um filho e dizer a um amigo que o ama sem colocar em xeque sua masculinidade. Essas são algumas das conquistas.
Cresci cercada de mulheres admiráveis e o que é mais importante, enxerguei isso. Muitas delas nunca me falaram das suas dificuldades, da sua luta. Teve mulher que apesar de já ter sua família formada, cuidou como seus os filhos de outras, se viu cuidando do seu companheiro doente como se filho fosse e após perdê-lo, perdeu também os seus de sangue, aos poucos, restaram-lhe dois e os criados como. Dessa mulher só vi derramar lagrimas uma vez, quando tentaram lhe pagar pela morte de um dos filhos. Como deve ter doído. Fui testemunha desse pranto, doía em mim.
Será que é justo eu citar meus exemplos contanto que existem pelo mundo? No seu mundo? Merecemos sim um Dia Internacional, não para as piadas, nem só para as comemorarmos, mas para nos lembrarmos do quanto ainda temos que conquistar.
Amigas, contem comigo.